quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

{terra rachada}

O ano passa
A água é escassa
O homem caça
E o menino?
Fome passa.

O sol desaparece
O céu escurece
O homem se esquece
E o menino?
Empalidece.

A noite aparece
A lua esclarece
O homem adormece
E o menino?
Apodrece.

Tristeza enterrada
Esperança fadada
Vida forçada
E o homem?
Terra rachada.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

{a marcha}

Os soldados marcham
Armas e espadas na mão
Os soldados marcham
Pernas e braços sistemáticos
Os soldados marcham
Ânsia e sede de sangue
GUERRA
Os soldados recuam
Armas e espadas no chão
Os soldados recuam
Pernas e braços feridos
Os soldados recuam
Mortos.

domingo, 13 de janeiro de 2008

{a chave}

Uma chave descobri
Mas que porta vou abrir?
Tenho medo de me ferir
Com a chave que descobri

A chave é elegante
Deve abrir uma porta grande
Mesmo que para achá-la, eu ande
Será estonteante!

Procurei e não achei
Quanto tempo esperei
Para me tornar rei
Com a chave que achei?

Dizer-lhe eu não sei
Nunca me tornei rei
E a chave que achei?
Sei que esquecerei.

sábado, 12 de janeiro de 2008

{soneto da fidelidade}

Estou com você, amo você
Sempre estarei do seu lado
Meu tesouro mais desejado
Ah! Como amo você!

A cada dia penso em você
A cada hora te quero mais e mais
Sua voz é mais bela que muitos corais
Ah! Como amo você!

Largar-te?
Jamais
Meu mundo rodaria em espirais!

Você não entende que te amo?
Que te quero bem?
Que com você, quero dizer amém?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

{somos o que somos}

Seja o que somos
É o que desejamos
Somos o que somos
Somos o que desejamos
Amamos.

Não quer ser o que somos?
Ah vai! É o que desejamos
Somos o que somos
E você vai ser o que somos
Choramos.

Você é o que somos
Mas não somos mais o que somos
Não é mais o que desejamos
Somos o que somos
Matamos.

Não queria ser como somos?
Sim, isso nós desejamos
Que vocês sejam o que somos
Pois somos o que somos
Morremos.

{amanhecer}

O sol se levanta pela manhã
O calor esquenta os vales, os rios
A luz ilumina a consciência
E retira de nós, os pensamentos sombrios
Espero que se lembre de mim amanhã
E que não tarde a ver novamente os rios
Mesmo que discorde da ciência
Não quero te ver novamente sombrio.

{constelação poética}

Olhe para os céus
E veja essa constelação
de palavras cadentes
que brilham na escuridão
Embarque nos sonhos meus
Sonhos de constelação
De idéias decadentes
Que vão conquistar sua razão.