segunda-feira, 29 de setembro de 2008

{soneto da violência}

Discussão, agressão...
Violência
Que destoa a ciência
Que fere uma nação

Por que mal tão grande?
Para se mostrar superior?
Para humilhar o inferior?
Esse é o mal que se expande...

Assassinos, ladrões, estupradores...
Ignorantes
Que somente causam dores

O que você prefere?
Viver num mundo assim?
Ou se submeter à dor que fere?

{marca-página}

Em que página está o marca-página?
Procuro página por página!
E não acho o marca-página!

Deve estar naquela página
Do livro que li, página por página
Será que lá deixei meu marca-página?

{o mesmo}

Caminho pela rua
Vejo centenas de pessoas diferentes
Imagino o que cada pensa
Enquanto ando naquela rua

Chego a minha casa
Ligo a TV e vejo centenas de mensagens diferentes
Imagino o que cada uma significa
Enquanto assisto à TV em casa

Tomo meu banho
E relaxo enquanto a água escorre
Estou sendo limpo
Cansei do meu banho

Deito para dormir
Aconchego-me em meio das cobertas
E imagino o que o dia significou para mim
Enquanto me preparo para dormir

Acordo pensando no dia anterior
E concluo que de nada valeu
Foi apenas mais um entre tantos
Tantos dias como o anterior

Saio de casa
Com minhas chaves e minha mochila
Imagino que tipo de dia eu terei
E decidi caminhar pela rua.

{teatro}

As cortinas se abrem;
As luzes acendem;
O ego enaltece;
Preparam-se, o espetáculo vai começar:

Silêncio.

Os atores contracenam;
Correm pelo palco;
Fazem piadas;
O público ri,
Diverte-se.
Entretenimento.

Palmas.

A cortina se fecha.
As luzes apagam.
As pessoas vão embora.
E tudo volta ao normal.

{soneto do sono}

Preciso dormir
Deitar minha cabeça no estrelado
Preciso num penhasco cair
Cair e chegar ao chão estatelado.

Como sonhar é bom
Doce momento de nossas vidas
Mais doce até que um bombom
Cheio de vindas e idas.

Imaginação fértil se materializa
Somos o que não somos
E a fantasia: desliza.

Não agüento mais viver acordado
Preciso, necessito do prazer de sonhar
Enquanto espero girar o dado.

{assustado}

Fui a uma casa abandonada.
A porta estava trancada.
Destrancava.

Entrei suando frio;
Lentamente eu espio.
Espiava.

Vejo um vulto.
Faço um tumulto.
Tumultuava.

Saio correndo,
Com o fantasma soprando.
Soprava

Palavras de medo.
Gritei assustado.
Assustava.

{soneto da idade}

Vivi a vida intensamente
Fiz o que pude e o que quis
Fiz o possível e fracassei
Em tentar ser feliz.

Tornei-me o que não podia
Pequei por pecar
Toquei o intocável
E olhei por olhar

Agora, em meu leito de morte
Percebo o quão fui ignorante
Fingindo ser importante.

Sozinho, morrendo nessa cama horrenda
Eu choro e oro a Deus
Pedindo que, pelo menos, eu possa dizer adeus.

{religião}

Sigo uma religião
Mesmo sabendo que é persuasão
Que há perseguição
E muitas vezes, traição

Em Deus acredito
No sagrado santo espírito
Leio o que está escrito
E sigo, com ênfase, o Mito

Mito criado pelos homens
Homens criados pelo Mito.

domingo, 7 de setembro de 2008

{matemática}

Números complexos
Dilemas complexos
Matemática
Temática

Resolva o exercício
Siga o oficio
Matemática
Sistemática

Multiplicação e divisão
Subtração e adição
Matemática
Hipotética

O que é matemática?
É uma temática, sistemática, hipotética
Que confunde e distorce
Que esclarece e se torce.

Poema escrito nas diversas aulas de matemática que já tive em minha vida.

{o som}

Ligo o som
Ouço o som
Curto o som
Desligo o som
Som por som.

{outono}

Num dia de outono
Vejo meu amor passar.
Não me contenho, espiono
Meu coração se apaixonar.
Sigo o sentimento do meu coração
E vejo o amor passar.
Sei que não poderei seguir a razão.
Mas, pelo menos, eu espiono.

{primavera}

Num dia de primavera
Fui visitar minha antiga colega:
Minha querida prima Vera
Que comigo se apega.
Conversamos bastante
Eu e minha prima Vera
Como ela é importante
E ela, a mim, se apega.

{inverno}

Num dia de inverno
Tentei tornar-me quente.
Mesmo sentido um frio interno
De ver um coração que mente.
Ao lado do fogo me sentei
Ainda tentando tornar-me quente
Ao fogo me esquentei
Sensação que eu sei que mente.

{verão}

Num dia de verão
O sol brilhou mais alto
E vi com atenção
Um garoto dando um salto
Feliz ele estava
Quando saltou mais alto
Saltar ele amava
E amava o salto.