quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

{chá à mesa}

A mulher serve o chá à mesa
Chá belo, formoso, pomposo
Ela não se preocupou com a despesa
O que importava, era beber um chá gostoso.

Bebeu do doce líquido
Esquentou, saboreou, gostou
Adorou aquele fluido
Importado de Moscou.

Serviu-se de mais e mais
A xícara se borrava com o batom requintado
Mas não se importava, pediu um bule e mais
Bule bonito, ornado, adornado

A mulher bebeu com gosto
Engasgou e empalideceu
Esqueceu de como estranho estava o gosto
E por fim, faleceu.

Empregada tirana, safada e esperta
Envenenou o chá da importante mulher
Com veneno de planta que espeta
Colocou-o no chá, com grande colher.

Saiu da casa e foi para Paris
Com a fortuna da mulher formosa
Foi morar numa casa cheia de verniz
E teve uma vida notória...

{adeus}

No meio da noite fria
Escuto um assovio
De alguém que espia
Espia e assovia

Afasto o véu de meu olhar
E, por desejo, espio também
Em felicidade, sinto meu rosto corar
E aumentar meu desejo de amar

Desci, correndo, as escadas
Esperando ver meu esperado amado
Em meio de todas essas espadas.

Mas, ao me verem procurando alguém
Disseram-me o que não queria ouvir
E, em prantos, orei – amém.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

{humor}

Ria
Ria, infeliz, ria
Pelo menos uma vez na vida
Ria!

Piada não falta
Risada alta
Larga de ser mala!
Pois piada não falta!

Deixe a tristeza de lado!
Divirta-se de modo descolado!
Chore e ria com gosto!
Pois a tristeza está de lado!

Venha rir conosco!
Até o senhor é convosco!
Ria! E quem sabe assim, eu me comovo
E chamo mais gente para rir conosco!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

{or}

Amor furor humor
Humor furor amor
Sem espaço para a dor
Furor amor humor
Humor amor furor
Sem necessidade de supor
Amor humor furor
Furor humor amor
Posso te pedir um favor?
Valor amor furor
Furor valor amor.