A mulher serve o chá à mesa
Chá belo, formoso, pomposo
Ela não se preocupou com a despesa
O que importava, era beber um chá gostoso.
Bebeu do doce líquido
Esquentou, saboreou, gostou
Adorou aquele fluido
Importado de Moscou.
Serviu-se de mais e mais
A xícara se borrava com o batom requintado
Mas não se importava, pediu um bule e mais
Bule bonito, ornado, adornado
A mulher bebeu com gosto
Engasgou e empalideceu
Esqueceu de como estranho estava o gosto
E por fim, faleceu.
Empregada tirana, safada e esperta
Envenenou o chá da importante mulher
Com veneno de planta que espeta
Colocou-o no chá, com grande colher.
Saiu da casa e foi para Paris
Com a fortuna da mulher formosa
Foi morar numa casa cheia de verniz
E teve uma vida notória...
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2 comentários:
adorei tragicômico com piedade..só nao entendi o verniZ no final
keep writing!!!!!!!
mi BR
Ritimado, quase lírico. Cheio de rimas quase uma canção.
Ótimo.
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