quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

{chá à mesa}

A mulher serve o chá à mesa
Chá belo, formoso, pomposo
Ela não se preocupou com a despesa
O que importava, era beber um chá gostoso.

Bebeu do doce líquido
Esquentou, saboreou, gostou
Adorou aquele fluido
Importado de Moscou.

Serviu-se de mais e mais
A xícara se borrava com o batom requintado
Mas não se importava, pediu um bule e mais
Bule bonito, ornado, adornado

A mulher bebeu com gosto
Engasgou e empalideceu
Esqueceu de como estranho estava o gosto
E por fim, faleceu.

Empregada tirana, safada e esperta
Envenenou o chá da importante mulher
Com veneno de planta que espeta
Colocou-o no chá, com grande colher.

Saiu da casa e foi para Paris
Com a fortuna da mulher formosa
Foi morar numa casa cheia de verniz
E teve uma vida notória...

2 comentários:

Anônimo disse...

adorei tragicômico com piedade..só nao entendi o verniZ no final

keep writing!!!!!!!
mi BR

Lucas Pereira disse...

Ritimado, quase lírico. Cheio de rimas quase uma canção.
Ótimo.