sábado, 24 de janeiro de 2009

{o beijo feminino}

Anos esperei
Até te encontrar novamente
Minha emoção conterei
E meu amor provarei

Chega a tão esperada hora
Ao longe, te vejo esperando
Meu pensamento se concentra no agora
Que é onde minha felicidade mora

Olhei nos seus olhos
E aperto a mão que tu me ofereceste

Sinto sua pele áspera
Continua a mesma de sempre
Me reconforto em saber
Que ele é o mesmo que conheci anos atrás

Não sei o que fazer...
Decido tocar seu rosto
Minha mão trêmula roça seu queixo
E percebo que suas bochechas coram

“Saudades de você meu amor” eu disse
Palavras que eram a mais pura verdade
A mais pura prova
De que te amei por todos esses anos

Vejo seus lábios calados e pergunto
“Não estás feliz em me ver?”
“Sim, estou feliz” ele disse sem jeito
Não pude conter um grande sorriso

Reparei em suas feições
Enquanto ele repetia “Muito feliz”
Meu coração batia em descompasso
Enquanto ele tocava meu rosto

Corei, olhei para os lados, não sabia como [agir
Elevei minhas mãos até seu rosto
Mirei aqueles belos olhos castanhos
E o amor se fez presente num beijo

O ardor do beijo
A ternura, a carícia
A paixão do doce momento
Que esperei por muito tempo
Em minha solidão escura
Que agora é esquecida pelo ardor do beijo
Beijo apaixonado
Que nos torna um

Eternamente...

{o beijo masculino}

Anos esperei
Até ver você novamente
Minha emoção conterei
E meu rancor, esquecerei

Chega a tão esperada hora
Ao longe, te vejo chegando
Meu coração se escora
Na felicidade onde ela mora

Olho nos teus olhos
Aperto sua mão

Sinto sua pele macia
E comparo com a minha áspera
O suor escorre frio
E o coração se põe a bater

Num gesto de carícia
Ela toca o meu rosto trêmulo
Meus olhos não sabem onde olhar
E minhas mãos, onde estar

“Saudades de você meu amor”
As palavras saiam daqueles doces lábios
Vermelhos, carnudos, sensuais
Enquanto os meus, continuavam calados

“Não estás feliz em me ver?”
Não continha a felicidade que tinha
“Sim, estou feliz”
E um longo sorriso se abriu

Um sorriso belo, branco
Uma constelação de pecados morais
“Muito feliz” repetia
E em seu rosto toquei

Ela corou, olhou para os lados, indecisa
Suas mãos foram até meu rosto
Seus olhos azuis refletiam o amor
E a doce junção aconteceu num beijo

O ardor do beijo
O suor, o rubor
O êxtase do momento
Toda a prova de amor
Reunida em um só gesto
Em um só beijo
Em um só coração
Que bate como um

Até o fim dos tempos...

{na sombra}

À sombra de uma memória, de um passado, de um momento;
vivemos com a eterna lembrança
de que fomos felizes
e com o eterno desejo
de sermos a diferença na vida de alguém.

À sombra de um amor, de uma amizade, de um relacionamento
sentimos o grande de sabor
de uma lição aprendida
mesmo que esta, às vezes, nos encha de dores.
Pelo menos aprendemos que a vida continua.

Caminhamos através de um mar de sombras
cada qual, com mil lições e lembranças que vamos adquirindo
fazendo com que andemos pelo longo caminho a frente.
Cabe a nós desviarmos dos obstaculos e superá-los
para que assim nos lembremos do quão felizes fomos.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

{réquiem por uma lástima}

Não agüento mais viver
Na sombra de uma dor:
Dor de paixão, coração
Que reside em mim.

Muitos eu já amei.
Mas muitos já me amaram.
Os que amo, não me amam;
Os que me amam, eu não amo

Coração traiçoeiro,
Aos poucos se torna mórbido
De amar a chance perdida;
De amar o impossível.

O que antes era colorido
Agora me envolve em tons de cinza
Numa espiral doentia
Que me consome, me corrói.

As lindas flores róseas
Enegrecem em minha presença.
Sou a lástima.
A tristeza.

Aos cantos me entristeço.
E minhas lágrimas, minhas sinas
Escrevem o doloroso livro da morte
Cujo autor sou eu.

Em meu braço o carrego
Na esperança de que um dia,
Eu possa queimá-lo, destruí-lo
E tirar a morte de mim.

Os dias passam
E a morte ainda caminha comigo.
Fazendo meus prantos se tornarem negros,
Manchando minha vida.

Sou o isolado, o não amado...
A última gota de um copo
Que está transbordando
De queixas, de males.

Nunca desejei esse destino
Mas o tecido está tecido
E o fio não irá se quebrar
Mesmo que eu tente eternamente.

Como eu queria viver
Mas não posso mais...
Minha sina se cumpriu
E eu, morto estou.

domingo, 11 de janeiro de 2009

{pessoas}

Existem pessoas das quais você quer ter pela vida inteira;
Pessoas que você apenas conhece mas não ama;
Pessoas que você se importa e dá atenção mesmo sem elas te retornarem isso;
Pessoas que você ama, mas que não te conhecem ainda;
Pessoas que você vê todos os dias, seguindo com suas vidas;
Pessoas que você espera que mudem para melhor;
Pessoas que você quer esquecer para um dia lembrar;
E pessoas que você nunca mais quer ver...
Existem pessoas, mas nenhuma delas existe por você...

{paixão}

Paixão:
O amor em expansão
No ardor do beijo querido
No abraço com emoção

Paixão:
Você é meu coração
Meu reflexo nos olhos teus
O alvo de minha atenção

Paixão:
Deixando de lado a razão
E ir de mãos dadas contigo
Até o fim de uma paixão

{o céu se abre}

No meio da tempestade
Dos trovões e dos raios
Sinto uma saudade
De ter você ao meu lado.

O céu turvo, cinza e nublado
Dá lugar a finos raios de sol.
Sinto-me novamente amado
E as lágrimas, risos se tornam.

A tristeza que já foi meu veneno
Foi curada e de nada restou
Estou feliz, estou ameno
Vou voltar a viver novamente

O céu se abriu para mim
Assim como se fechou para outros
Sinto o sangue correr em mim
E fazer bater meu coração frio.

{amor verdadeiro/paixão ácida}

O amor vem como mistério
E com ele, o prazer da descoberta
Assim como um cemitério
Cuja porta será aberta

A névoa da emoção me confunde
Espirala, me domina
E meu coração se expande
Me... domina...

Deixo-me ser dominado
Minha mente não é mais lúcida
Lucidez perdida pelo desejo de ser amado.
Amor verdadeiro, paixão ácida.

{medicina}

Grandes doenças
Prováveis epidemias
Medicina
Oficina

Remédios desenvolvidos
Drogas descobertas
Medicina
Aspirina

Operação de risco
UTI ocupada
Medicina
Carnificina

O que é medicina?
É a oficina dos anjos
A aspirina da cura
A carnificina da salvação.