BUM!
A tribo corre em voltas,
BUM!
O fogo crepita,
BUM!
Rostos são pintados,
BUM!
Arte tribal,
BUM!
Sombras na noite,
BUM!
Ossos titilam,
BUM!
Vermelho,
BUM! BUM!
Dança,
BUM! BUM!
Cultura,
BUM! BUM!
Tribal,
BUM! BUM!
BUM! BUM.
BUM. BUM.
BUM.
BUM.
BUM...
E a tribo se recolhe,
Contemplando o céu estrelado.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
{tv}
Ligo a TV:
Mera caixa luminosa.
Que fascina.
Que encanta.
Olhos na TV:
Para captar cada informação.
Cada detalhe.
Cada mentira.
Ouço a TV:
E escuto cada mensagem.
Jornais, notícias, novelas.
Entretenimento falso.
Troco os canais da TV:
Ásia, Europa, América em segundos.
Cultura introduzida à força?
Não. Afinal, foi você quem ligou a TV.
Mera caixa luminosa.
Que fascina.
Que encanta.
Olhos na TV:
Para captar cada informação.
Cada detalhe.
Cada mentira.
Ouço a TV:
E escuto cada mensagem.
Jornais, notícias, novelas.
Entretenimento falso.
Troco os canais da TV:
Ásia, Europa, América em segundos.
Cultura introduzida à força?
Não. Afinal, foi você quem ligou a TV.
{enxoval}
Ele está vindo!
E a vida vai indo!
Vejo grandes sorrisos
Mas também recebo avisos
Deverei ter responsabilidade
Assim como habilidade
Afinal, é uma grande chegada
De alguém que vai ser muito amada!
Oh! Meu doce bebê!
E a vida vai indo!
Vejo grandes sorrisos
Mas também recebo avisos
Deverei ter responsabilidade
Assim como habilidade
Afinal, é uma grande chegada
De alguém que vai ser muito amada!
Oh! Meu doce bebê!
{dominó}
Vivo destruindo
E destruir é minha vida
Arrependo-me
Pois tudo o que fiz
Virou conseqüência
De um mal maior
Vivi destruindo
E destruir é minha sina
Minha gênese
Meu fim.
E destruir é minha vida
Arrependo-me
Pois tudo o que fiz
Virou conseqüência
De um mal maior
Vivi destruindo
E destruir é minha sina
Minha gênese
Meu fim.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
{soneto da violência}
Discussão, agressão...
Violência
Que destoa a ciência
Que fere uma nação
Por que mal tão grande?
Para se mostrar superior?
Para humilhar o inferior?
Esse é o mal que se expande...
Assassinos, ladrões, estupradores...
Ignorantes
Que somente causam dores
O que você prefere?
Viver num mundo assim?
Ou se submeter à dor que fere?
Violência
Que destoa a ciência
Que fere uma nação
Por que mal tão grande?
Para se mostrar superior?
Para humilhar o inferior?
Esse é o mal que se expande...
Assassinos, ladrões, estupradores...
Ignorantes
Que somente causam dores
O que você prefere?
Viver num mundo assim?
Ou se submeter à dor que fere?
{marca-página}
Em que página está o marca-página?
Procuro página por página!
E não acho o marca-página!
Deve estar naquela página
Do livro que li, página por página
Será que lá deixei meu marca-página?
Procuro página por página!
E não acho o marca-página!
Deve estar naquela página
Do livro que li, página por página
Será que lá deixei meu marca-página?
{o mesmo}
Caminho pela rua
Vejo centenas de pessoas diferentes
Imagino o que cada pensa
Enquanto ando naquela rua
Chego a minha casa
Ligo a TV e vejo centenas de mensagens diferentes
Imagino o que cada uma significa
Enquanto assisto à TV em casa
Tomo meu banho
E relaxo enquanto a água escorre
Estou sendo limpo
Cansei do meu banho
Deito para dormir
Aconchego-me em meio das cobertas
E imagino o que o dia significou para mim
Enquanto me preparo para dormir
Acordo pensando no dia anterior
E concluo que de nada valeu
Foi apenas mais um entre tantos
Tantos dias como o anterior
Saio de casa
Com minhas chaves e minha mochila
Imagino que tipo de dia eu terei
E decidi caminhar pela rua.
Vejo centenas de pessoas diferentes
Imagino o que cada pensa
Enquanto ando naquela rua
Chego a minha casa
Ligo a TV e vejo centenas de mensagens diferentes
Imagino o que cada uma significa
Enquanto assisto à TV em casa
Tomo meu banho
E relaxo enquanto a água escorre
Estou sendo limpo
Cansei do meu banho
Deito para dormir
Aconchego-me em meio das cobertas
E imagino o que o dia significou para mim
Enquanto me preparo para dormir
Acordo pensando no dia anterior
E concluo que de nada valeu
Foi apenas mais um entre tantos
Tantos dias como o anterior
Saio de casa
Com minhas chaves e minha mochila
Imagino que tipo de dia eu terei
E decidi caminhar pela rua.
{teatro}
As cortinas se abrem;
As luzes acendem;
O ego enaltece;
Preparam-se, o espetáculo vai começar:
Silêncio.
Os atores contracenam;
Correm pelo palco;
Fazem piadas;
O público ri,
Diverte-se.
Entretenimento.
Palmas.
A cortina se fecha.
As luzes apagam.
As pessoas vão embora.
E tudo volta ao normal.
As luzes acendem;
O ego enaltece;
Preparam-se, o espetáculo vai começar:
Silêncio.
Os atores contracenam;
Correm pelo palco;
Fazem piadas;
O público ri,
Diverte-se.
Entretenimento.
Palmas.
A cortina se fecha.
As luzes apagam.
As pessoas vão embora.
E tudo volta ao normal.
{soneto do sono}
Preciso dormir
Deitar minha cabeça no estrelado
Preciso num penhasco cair
Cair e chegar ao chão estatelado.
Como sonhar é bom
Doce momento de nossas vidas
Mais doce até que um bombom
Cheio de vindas e idas.
Imaginação fértil se materializa
Somos o que não somos
E a fantasia: desliza.
Não agüento mais viver acordado
Preciso, necessito do prazer de sonhar
Enquanto espero girar o dado.
Deitar minha cabeça no estrelado
Preciso num penhasco cair
Cair e chegar ao chão estatelado.
Como sonhar é bom
Doce momento de nossas vidas
Mais doce até que um bombom
Cheio de vindas e idas.
Imaginação fértil se materializa
Somos o que não somos
E a fantasia: desliza.
Não agüento mais viver acordado
Preciso, necessito do prazer de sonhar
Enquanto espero girar o dado.
{assustado}
Fui a uma casa abandonada.
A porta estava trancada.
Destrancava.
Entrei suando frio;
Lentamente eu espio.
Espiava.
Vejo um vulto.
Faço um tumulto.
Tumultuava.
Saio correndo,
Com o fantasma soprando.
Soprava
Palavras de medo.
Gritei assustado.
Assustava.
A porta estava trancada.
Destrancava.
Entrei suando frio;
Lentamente eu espio.
Espiava.
Vejo um vulto.
Faço um tumulto.
Tumultuava.
Saio correndo,
Com o fantasma soprando.
Soprava
Palavras de medo.
Gritei assustado.
Assustava.
{soneto da idade}
Vivi a vida intensamente
Fiz o que pude e o que quis
Fiz o possível e fracassei
Em tentar ser feliz.
Tornei-me o que não podia
Pequei por pecar
Toquei o intocável
E olhei por olhar
Agora, em meu leito de morte
Percebo o quão fui ignorante
Fingindo ser importante.
Sozinho, morrendo nessa cama horrenda
Eu choro e oro a Deus
Pedindo que, pelo menos, eu possa dizer adeus.
Fiz o que pude e o que quis
Fiz o possível e fracassei
Em tentar ser feliz.
Tornei-me o que não podia
Pequei por pecar
Toquei o intocável
E olhei por olhar
Agora, em meu leito de morte
Percebo o quão fui ignorante
Fingindo ser importante.
Sozinho, morrendo nessa cama horrenda
Eu choro e oro a Deus
Pedindo que, pelo menos, eu possa dizer adeus.
{religião}
Sigo uma religião
Mesmo sabendo que é persuasão
Que há perseguição
E muitas vezes, traição
Em Deus acredito
No sagrado santo espírito
Leio o que está escrito
E sigo, com ênfase, o Mito
Mito criado pelos homens
Homens criados pelo Mito.
Mesmo sabendo que é persuasão
Que há perseguição
E muitas vezes, traição
Em Deus acredito
No sagrado santo espírito
Leio o que está escrito
E sigo, com ênfase, o Mito
Mito criado pelos homens
Homens criados pelo Mito.
domingo, 7 de setembro de 2008
{matemática}
Números complexos
Dilemas complexos
Matemática
Temática
Resolva o exercício
Siga o oficio
Matemática
Sistemática
Multiplicação e divisão
Subtração e adição
Matemática
Hipotética
O que é matemática?
É uma temática, sistemática, hipotética
Que confunde e distorce
Que esclarece e se torce.
Poema escrito nas diversas aulas de matemática que já tive em minha vida.
Dilemas complexos
Matemática
Temática
Resolva o exercício
Siga o oficio
Matemática
Sistemática
Multiplicação e divisão
Subtração e adição
Matemática
Hipotética
O que é matemática?
É uma temática, sistemática, hipotética
Que confunde e distorce
Que esclarece e se torce.
Poema escrito nas diversas aulas de matemática que já tive em minha vida.
{outono}
Num dia de outono
Vejo meu amor passar.
Não me contenho, espiono
Meu coração se apaixonar.
Sigo o sentimento do meu coração
E vejo o amor passar.
Sei que não poderei seguir a razão.
Mas, pelo menos, eu espiono.
Vejo meu amor passar.
Não me contenho, espiono
Meu coração se apaixonar.
Sigo o sentimento do meu coração
E vejo o amor passar.
Sei que não poderei seguir a razão.
Mas, pelo menos, eu espiono.
{primavera}
Num dia de primavera
Fui visitar minha antiga colega:
Minha querida prima Vera
Que comigo se apega.
Conversamos bastante
Eu e minha prima Vera
Como ela é importante
E ela, a mim, se apega.
Fui visitar minha antiga colega:
Minha querida prima Vera
Que comigo se apega.
Conversamos bastante
Eu e minha prima Vera
Como ela é importante
E ela, a mim, se apega.
{inverno}
Num dia de inverno
Tentei tornar-me quente.
Mesmo sentido um frio interno
De ver um coração que mente.
Ao lado do fogo me sentei
Ainda tentando tornar-me quente
Ao fogo me esquentei
Sensação que eu sei que mente.
Tentei tornar-me quente.
Mesmo sentido um frio interno
De ver um coração que mente.
Ao lado do fogo me sentei
Ainda tentando tornar-me quente
Ao fogo me esquentei
Sensação que eu sei que mente.
{verão}
Num dia de verão
O sol brilhou mais alto
E vi com atenção
Um garoto dando um salto
Feliz ele estava
Quando saltou mais alto
Saltar ele amava
E amava o salto.
O sol brilhou mais alto
E vi com atenção
Um garoto dando um salto
Feliz ele estava
Quando saltou mais alto
Saltar ele amava
E amava o salto.
sábado, 30 de agosto de 2008
{dia-dia}
Mas que belo tempo belo!
Mas que bonito sol bonito!
Como sou um feliz homem feliz!
Num dia belo, bonito e feliz!
Mas que bonito sol bonito!
Como sou um feliz homem feliz!
Num dia belo, bonito e feliz!
{pássaro}
Pássaro na gaiola:
Preso e ferido
Quer sair.
Pássaro em liberdade:
Perseguido e faminto
Quer voltar.
Preso e ferido
Quer sair.
Pássaro em liberdade:
Perseguido e faminto
Quer voltar.
OBRIGADO!
Obrigado à todos os visitantes que leêm e comentam meus poemas. É muito gratificante receber um feedback tão positivo!
Agradeço principalmente ao usuário "Urubu", que sempre marca presença aqui no blog.
Continuem antenados ao blog, tentarei sempre dar uma atualizada com novos poemas.
É meio complicado, pois meu tempo é curto... mas garanto que reservarei um espacinho para vocês!
Abraços a todos,
Duh Imbelissieri.
Agradeço principalmente ao usuário "Urubu", que sempre marca presença aqui no blog.
Continuem antenados ao blog, tentarei sempre dar uma atualizada com novos poemas.
É meio complicado, pois meu tempo é curto... mas garanto que reservarei um espacinho para vocês!
Abraços a todos,
Duh Imbelissieri.
sábado, 16 de agosto de 2008
{o buquê de rosas}
Tenho flores em belos jardins
Margaridas, rosas e afins
Como amo meus belos jardins
E juro que vi um Serafim.
Colho as rosas com doce sentimento
Mas que grande momento
Sei que com isso, livrar-me-ei do tormento
De não ter por você, um grande sentimento
Um buquê de rosas elas viram
E em um bonito vaso elas brilham
Garanto que nunca viram
A hora em que as rosas se olham
Chegará o dia em que elas morrerão
Sei disso. Mas prefiro guardar na imaginação
Pensando bem, elas não morrerão
Viverão em meu coração.
Margaridas, rosas e afins
Como amo meus belos jardins
E juro que vi um Serafim.
Colho as rosas com doce sentimento
Mas que grande momento
Sei que com isso, livrar-me-ei do tormento
De não ter por você, um grande sentimento
Um buquê de rosas elas viram
E em um bonito vaso elas brilham
Garanto que nunca viram
A hora em que as rosas se olham
Chegará o dia em que elas morrerão
Sei disso. Mas prefiro guardar na imaginação
Pensando bem, elas não morrerão
Viverão em meu coração.
{medo}
Não tenha medo de voltar
De seguir um caminho já seguido
De sentir uma emoção já sentida
Retornar.
Não tenha medo de avançar
De ir ao inexplorável
De sentir o inexplicável
E não se esqueça de desejar.
Desejar ser entendido
Desejar alguém que flui
E que não te exclui
Nem te torna esquecido.
Às vezes, basta olhar ao lado
Pois o verdadeiro sentimento
Pode estar do lado de ti neste momento
Esperando somente ser desejado.
Por ti.
De seguir um caminho já seguido
De sentir uma emoção já sentida
Retornar.
Não tenha medo de avançar
De ir ao inexplorável
De sentir o inexplicável
E não se esqueça de desejar.
Desejar ser entendido
Desejar alguém que flui
E que não te exclui
Nem te torna esquecido.
Às vezes, basta olhar ao lado
Pois o verdadeiro sentimento
Pode estar do lado de ti neste momento
Esperando somente ser desejado.
Por ti.
{raio de luz}
Queria não te amar como te amo
Queria não ter que me torturar
Queria ter você ao meu lado
Queria, com você, olhar o mar
Quando estou com você, sinto-me especial
Quando nos elogiamos, conversamos
Quando tudo gira em espiral
Percebo o quanto o amo
Penso em ti em todo momento
Penso em seguir contigo o caminho
Mas não posso fugir do tormento
De não poder ter seu carinho
Observo sua perfeição
Enquanto bate meu coração
Por você, criei afeição
Afeição que virou paixão
Estou apaixonado
Por um raio de luz
Estou apaixonado
Por um raio de luz
eu te amo.
Queria não ter que me torturar
Queria ter você ao meu lado
Queria, com você, olhar o mar
Quando estou com você, sinto-me especial
Quando nos elogiamos, conversamos
Quando tudo gira em espiral
Percebo o quanto o amo
Penso em ti em todo momento
Penso em seguir contigo o caminho
Mas não posso fugir do tormento
De não poder ter seu carinho
Observo sua perfeição
Enquanto bate meu coração
Por você, criei afeição
Afeição que virou paixão
Estou apaixonado
Por um raio de luz
Estou apaixonado
Por um raio de luz
eu te amo.
{coração partido}
Não sei se rio ou se choro...
Se me alegro ou me entristeço...
Mas não importa o que fizer
não vou mudar
meu sentimento por você.
Se me alegro ou me entristeço...
Mas não importa o que fizer
não vou mudar
meu sentimento por você.
{significado da amizade/definição da vida}
Existe palavra com mais significado que amizade?
"amor" talvez? não... amor acaba, amizade perdura
Amor se esquece, amizade se fortalece
Amizade é o amor pelo próximo.
Grandes amigos vivem para sempre
Nos momentos mais alegres, eles sorriem por ti
Nos mais tristes, te consolam e choram por ti
Eles sempre estarão lá.
Seja num dia ensolarado, perfeito para ser curtido
Seja numa noite chuvosa, onde tudo parece estar perdido
Eles sempre estarão lá.
Ser amigo não é apenas confirmar e aceitar
é discordar e opinar
Pois nem tudo o que fazemos é certo
E é sempre necessário uma opinião verdadeira naquela decisão difícil.
Ser amigo é não ter segredos
Segredos amarguram e causam desconfianças
Amigos não têm segredos
Amigo é aquele que escuta aquela doce melodia
E te liga em seguida, dizendo que sente saudades
Pena que, às vezes, a distância os separa
Ferida que o tempo sara.
Amigo é aquele que nunca te esquece
Aquele que promete e não deixa de cumprir
Aquele que já é família
Aquele que diz com o olhar.
Amigo é aquele que fica sempre ao seu lado
Independente de sua raça, sexo, religião e idéias
Afinal, nada disso realmente importa
O que importa é o companheirismo
É o doar sem pedir nada em troca
É o momento perfeito
É a amizade.
Amizade é eternidade, felicidade
É o ombro em que nos apoiamos
A mão que nos ergue
Amizade é o olhar profundo
O abraço forte
O sorriso alegre
Amizade é vida.
Poema dedicado a todos os meus amigos, colegas e conhecidos; a todos que fizeram/fazem parte da minha vida e à todas as minhas feridas abertas e fechadas.
"amor" talvez? não... amor acaba, amizade perdura
Amor se esquece, amizade se fortalece
Amizade é o amor pelo próximo.
Grandes amigos vivem para sempre
Nos momentos mais alegres, eles sorriem por ti
Nos mais tristes, te consolam e choram por ti
Eles sempre estarão lá.
Seja num dia ensolarado, perfeito para ser curtido
Seja numa noite chuvosa, onde tudo parece estar perdido
Eles sempre estarão lá.
Ser amigo não é apenas confirmar e aceitar
é discordar e opinar
Pois nem tudo o que fazemos é certo
E é sempre necessário uma opinião verdadeira naquela decisão difícil.
Ser amigo é não ter segredos
Segredos amarguram e causam desconfianças
Amigos não têm segredos
Amigo é aquele que escuta aquela doce melodia
E te liga em seguida, dizendo que sente saudades
Pena que, às vezes, a distância os separa
Ferida que o tempo sara.
Amigo é aquele que nunca te esquece
Aquele que promete e não deixa de cumprir
Aquele que já é família
Aquele que diz com o olhar.
Amigo é aquele que fica sempre ao seu lado
Independente de sua raça, sexo, religião e idéias
Afinal, nada disso realmente importa
O que importa é o companheirismo
É o doar sem pedir nada em troca
É o momento perfeito
É a amizade.
Amizade é eternidade, felicidade
É o ombro em que nos apoiamos
A mão que nos ergue
Amizade é o olhar profundo
O abraço forte
O sorriso alegre
Amizade é vida.
Poema dedicado a todos os meus amigos, colegas e conhecidos; a todos que fizeram/fazem parte da minha vida e à todas as minhas feridas abertas e fechadas.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
{êxodo}
Estou cansado
Exasperado
De esperar
De tropeçar.
Quem quer ouvir
Vai ouvir
O que não quer
Insultos se quer.
Ignorância
Tratada com intolerância
Defino idiotice
Como uma forma de burrice.
Burros, antas e mulas
Animais cheios de firulas
Que, comparados ao homem
De nada somem.
Por que o preconceito?
Deixem-me fugir do conceito
Digo não ao normal
Quero ser anormal
Diferencial.
Exasperado
De esperar
De tropeçar.
Quem quer ouvir
Vai ouvir
O que não quer
Insultos se quer.
Ignorância
Tratada com intolerância
Defino idiotice
Como uma forma de burrice.
Burros, antas e mulas
Animais cheios de firulas
Que, comparados ao homem
De nada somem.
Por que o preconceito?
Deixem-me fugir do conceito
Digo não ao normal
Quero ser anormal
Diferencial.
{o cinza céu}
Hoje, sentando numa fria escadaria...
Lembrei de ti...
O cinza do céu, a indecisa garoa, o vento gelado...
Cada sensação, lembrava-me de momentos...
Momentos que já passaram.
Perguntei-me: por que será que ainda me lembro de ti?
Resposta que talvez, um trovão respondeu.
Lembrei de ti...
O cinza do céu, a indecisa garoa, o vento gelado...
Cada sensação, lembrava-me de momentos...
Momentos que já passaram.
Perguntei-me: por que será que ainda me lembro de ti?
Resposta que talvez, um trovão respondeu.
{sentimental}
Às vezes os sentimentos aparecem
e você fica sem saber como agir.
O coração dói, os olhos enegrecem
e tudo parece que vai falir.
Às vezes os sentimentos retornam
e você sabe exatamente como agir;
mas não age, por medo de que não retribuam
um amor que valha a pena partir.
Às vezes sinto que vou cair em lágrimas,
que vou chorar pela eternidade,
fazendo dessas palavras gélidas
meu hino de santidade.
Mas lembro que ainda viverei.
Que verei muitas idas e vindas,
que por um amor esperarei
e que farei essas lástimas, serem extintas.
e você fica sem saber como agir.
O coração dói, os olhos enegrecem
e tudo parece que vai falir.
Às vezes os sentimentos retornam
e você sabe exatamente como agir;
mas não age, por medo de que não retribuam
um amor que valha a pena partir.
Às vezes sinto que vou cair em lágrimas,
que vou chorar pela eternidade,
fazendo dessas palavras gélidas
meu hino de santidade.
Mas lembro que ainda viverei.
Que verei muitas idas e vindas,
que por um amor esperarei
e que farei essas lástimas, serem extintas.
{doença}
Você é minha doença.
Que me corrói, me destrói,
que mata meu coração
e o leva ao paraíso
para assim poder
ficar junto ao seu.
Que me corrói, me destrói,
que mata meu coração
e o leva ao paraíso
para assim poder
ficar junto ao seu.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
{mil}
Crio mil vidas na minha
Mil faces de um medo insensível.
Minha gênese veio da espinha
Meu sentimento: indescritível.
Uso mil máscaras .
Mil jeitos de ser o que não sou
Minha verdadeira face te encara
Momento que, sem perceber, passou.
Ainda quero mil sensações
Das quais ainda não senti
Será que terei suficientes corações?
Para sentir o que nunca senti?
Será preciso mil mudanças.
Mil métodos de enxergar o escuro
Para prever mil façanhas,
Que farei no futuro.
Mil faces de um medo insensível.
Minha gênese veio da espinha
Meu sentimento: indescritível.
Uso mil máscaras .
Mil jeitos de ser o que não sou
Minha verdadeira face te encara
Momento que, sem perceber, passou.
Ainda quero mil sensações
Das quais ainda não senti
Será que terei suficientes corações?
Para sentir o que nunca senti?
Será preciso mil mudanças.
Mil métodos de enxergar o escuro
Para prever mil façanhas,
Que farei no futuro.
{nacional}
O bailarino dança ao sino
Sino que bate na igreja
Igreja que toca o hino
Hino comemorado com cerveja
Cerveja bebida pelo bailarino.
Sino que bate na igreja
Igreja que toca o hino
Hino comemorado com cerveja
Cerveja bebida pelo bailarino.
{meu amor}
Você é meu grande amor
Não consigo viver sem você em minha mente
Ah! Mas que agradável sensação de ardor!
Você tem certeza do que sente?
Pois eu tenho. Amor.
Poema inspirado na música "My Juvenile", da Björk
Não consigo viver sem você em minha mente
Ah! Mas que agradável sensação de ardor!
Você tem certeza do que sente?
Pois eu tenho. Amor.
Poema inspirado na música "My Juvenile", da Björk
{independência}
Declare sua independência
Viva sem limites e restrições
Deixe de lado essa dependência
Não tenha vergonha das fortes emoções
Declare sua independência!
Poema inspirado na música "Declare Independence", da Björk
Viva sem limites e restrições
Deixe de lado essa dependência
Não tenha vergonha das fortes emoções
Declare sua independência!
Poema inspirado na música "Declare Independence", da Björk
{esperança}
Tempos complicados
Territórios sitiados
Pessoas solitárias
Pessoas autoritárias
Mas a esperança não morre.
Poema inspirado na música "Hope", da Björk
Territórios sitiados
Pessoas solitárias
Pessoas autoritárias
Mas a esperança não morre.
Poema inspirado na música "Hope", da Björk
{doente}
Estou doente
Pois sei que você mente
Me esconde o que sente
E me faz de serpente
Por sua culpa, não sou mais quente.
Pois sei que você mente
Me esconde o que sente
E me faz de serpente
Por sua culpa, não sou mais quente.
Poema inspirado na música "Pneumonia", da Björk
{vértebra}
Quem disse que não somos imortais?
Que não vivemos para sempre?
Esqueceram-se de nossos restos mortais?
Que vivem conosco desde sempre?
Ossos são eternos.
Poema inspirado na música "Vertebrae by Vertebrae", da Björk
Que não vivemos para sempre?
Esqueceram-se de nossos restos mortais?
Que vivem conosco desde sempre?
Ossos são eternos.
Poema inspirado na música "Vertebrae by Vertebrae", da Björk
{máscara}
Eu sei quem você é
O que se esconde por trás da máscara
Não adianta mentir quem é
Eu sei que você usa uma máscara
Para se poupar da vergonha que tens.
Poema inspirado na música "I See Who You Are", da Björk
O que se esconde por trás da máscara
Não adianta mentir quem é
Eu sei que você usa uma máscara
Para se poupar da vergonha que tens.
Poema inspirado na música "I See Who You Are", da Björk
{inocente}
Vejo tudo a minha volta
Mas faço que não vejo
Sei do momento que não volta
E anseio pelo desejo
De ser inocente.
Poema inspirado na música "Innocence", da Björk
Mas faço que não vejo
Sei do momento que não volta
E anseio pelo desejo
De ser inocente.
Poema inspirado na música "Innocence", da Björk
sexta-feira, 9 de maio de 2008
LOUNGE EXPO
O coletivo Les Enfants Terribles apresenta o projeto Lounge Expo agora em novo local.
DIA 23/05 - 20:00 no OTTO BISTROT
Rua Pedro Taques 129 - Consolação
Exposição de Flambart, Bruno Mendonça e Flávio Tenguan
Colaboração: Dudu Rosa e André Blanco
Abertura: Projeto Sonoro de Duh Imbelissieri
Apoio: Bia Goll e Ana Tabanez
http://www.coletivolesenfantsterribles.blogspot.com/
DIA 23/05 - 20:00 no OTTO BISTROT
Rua Pedro Taques 129 - Consolação
Exposição de Flambart, Bruno Mendonça e Flávio Tenguan
Colaboração: Dudu Rosa e André Blanco
Abertura: Projeto Sonoro de Duh Imbelissieri
Apoio: Bia Goll e Ana Tabanez
http://www.coletivolesenfantsterribles.blogspot.com/
quarta-feira, 26 de março de 2008
{desejo}
Olho nos seus olhos
E vejo a chama do desejo
Você abaixa seus olhos
E vejo empalidecer o desejo
Mas ainda quero, ser seu.
inspirado pela música "the dull flame of desire", da Björk
{portuário}
Em portos vivemos
Cujas ondas vão e vem
Trazem e levam
Os mortos que não imaginamos
Que temos em nossa consciência.
inspirado pela música "wanderlust", da Björk
Cujas ondas vão e vem
Trazem e levam
Os mortos que não imaginamos
Que temos em nossa consciência.
inspirado pela música "wanderlust", da Björk
{invasores}
Somos os invasores da terra
Destruímos, corrompemos, matamos
E morremos na apodrecida terra
A morte é o que desejamos
E caminhamos para isso.
inspirado pela música "earth intruders", da Björk
Destruímos, corrompemos, matamos
E morremos na apodrecida terra
A morte é o que desejamos
E caminhamos para isso.
inspirado pela música "earth intruders", da Björk
{onipotência}
Venerem-me, meros mortais!
Cumpram minhas ordens sem questionar
Venerem-me, escravos fatais!
Poupem-me de seus pensamentos tolos
Não faço questão de prestar atenção
Por mim, mantê-los-ia em esgotos.
Vocês vivem porque deixo
Ser onipotente e universal
Quem discordar, levará no queixo!
Morram por mim jovens iludidos
Matem, destruam, estraçalhem, morram!
Vivam dessa glória tão escondida!
Aos inimigos, mando gratificações
Sem vocês, não poderia exercer minha tirania
E me orgulharei de erguer, num espeto, seus corações.
Cumpram minhas ordens sem questionar
Venerem-me, escravos fatais!
Poupem-me de seus pensamentos tolos
Não faço questão de prestar atenção
Por mim, mantê-los-ia em esgotos.
Vocês vivem porque deixo
Ser onipotente e universal
Quem discordar, levará no queixo!
Morram por mim jovens iludidos
Matem, destruam, estraçalhem, morram!
Vivam dessa glória tão escondida!
Aos inimigos, mando gratificações
Sem vocês, não poderia exercer minha tirania
E me orgulharei de erguer, num espeto, seus corações.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
{chá à mesa}
A mulher serve o chá à mesa
Chá belo, formoso, pomposo
Ela não se preocupou com a despesa
O que importava, era beber um chá gostoso.
Bebeu do doce líquido
Esquentou, saboreou, gostou
Adorou aquele fluido
Importado de Moscou.
Serviu-se de mais e mais
A xícara se borrava com o batom requintado
Mas não se importava, pediu um bule e mais
Bule bonito, ornado, adornado
A mulher bebeu com gosto
Engasgou e empalideceu
Esqueceu de como estranho estava o gosto
E por fim, faleceu.
Empregada tirana, safada e esperta
Envenenou o chá da importante mulher
Com veneno de planta que espeta
Colocou-o no chá, com grande colher.
Saiu da casa e foi para Paris
Com a fortuna da mulher formosa
Foi morar numa casa cheia de verniz
E teve uma vida notória...
Chá belo, formoso, pomposo
Ela não se preocupou com a despesa
O que importava, era beber um chá gostoso.
Bebeu do doce líquido
Esquentou, saboreou, gostou
Adorou aquele fluido
Importado de Moscou.
Serviu-se de mais e mais
A xícara se borrava com o batom requintado
Mas não se importava, pediu um bule e mais
Bule bonito, ornado, adornado
A mulher bebeu com gosto
Engasgou e empalideceu
Esqueceu de como estranho estava o gosto
E por fim, faleceu.
Empregada tirana, safada e esperta
Envenenou o chá da importante mulher
Com veneno de planta que espeta
Colocou-o no chá, com grande colher.
Saiu da casa e foi para Paris
Com a fortuna da mulher formosa
Foi morar numa casa cheia de verniz
E teve uma vida notória...
{adeus}
No meio da noite fria
Escuto um assovio
De alguém que espia
Espia e assovia
Afasto o véu de meu olhar
E, por desejo, espio também
Em felicidade, sinto meu rosto corar
E aumentar meu desejo de amar
Desci, correndo, as escadas
Esperando ver meu esperado amado
Em meio de todas essas espadas.
Mas, ao me verem procurando alguém
Disseram-me o que não queria ouvir
E, em prantos, orei – amém.
Escuto um assovio
De alguém que espia
Espia e assovia
Afasto o véu de meu olhar
E, por desejo, espio também
Em felicidade, sinto meu rosto corar
E aumentar meu desejo de amar
Desci, correndo, as escadas
Esperando ver meu esperado amado
Em meio de todas essas espadas.
Mas, ao me verem procurando alguém
Disseram-me o que não queria ouvir
E, em prantos, orei – amém.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
{humor}
Ria
Ria, infeliz, ria
Pelo menos uma vez na vida
Ria!
Piada não falta
Risada alta
Larga de ser mala!
Pois piada não falta!
Deixe a tristeza de lado!
Divirta-se de modo descolado!
Chore e ria com gosto!
Pois a tristeza está de lado!
Venha rir conosco!
Até o senhor é convosco!
Ria! E quem sabe assim, eu me comovo
E chamo mais gente para rir conosco!
Ria, infeliz, ria
Pelo menos uma vez na vida
Ria!
Piada não falta
Risada alta
Larga de ser mala!
Pois piada não falta!
Deixe a tristeza de lado!
Divirta-se de modo descolado!
Chore e ria com gosto!
Pois a tristeza está de lado!
Venha rir conosco!
Até o senhor é convosco!
Ria! E quem sabe assim, eu me comovo
E chamo mais gente para rir conosco!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
{or}
Amor furor humor
Humor furor amor
Sem espaço para a dor
Furor amor humor
Humor amor furor
Sem necessidade de supor
Amor humor furor
Furor humor amor
Posso te pedir um favor?
Valor amor furor
Furor valor amor.
Humor furor amor
Sem espaço para a dor
Furor amor humor
Humor amor furor
Sem necessidade de supor
Amor humor furor
Furor humor amor
Posso te pedir um favor?
Valor amor furor
Furor valor amor.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
{terra rachada}
O ano passa
A água é escassa
O homem caça
E o menino?
Fome passa.
O sol desaparece
O céu escurece
O homem se esquece
E o menino?
Empalidece.
A noite aparece
A lua esclarece
O homem adormece
E o menino?
Apodrece.
Tristeza enterrada
Esperança fadada
Vida forçada
E o homem?
Terra rachada.
A água é escassa
O homem caça
E o menino?
Fome passa.
O sol desaparece
O céu escurece
O homem se esquece
E o menino?
Empalidece.
A noite aparece
A lua esclarece
O homem adormece
E o menino?
Apodrece.
Tristeza enterrada
Esperança fadada
Vida forçada
E o homem?
Terra rachada.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
{a marcha}
Os soldados marcham
Armas e espadas na mão
Os soldados marcham
Pernas e braços sistemáticos
Os soldados marcham
Ânsia e sede de sangue
GUERRA
Os soldados recuam
Armas e espadas no chão
Os soldados recuam
Pernas e braços feridos
Os soldados recuam
Mortos.
Armas e espadas na mão
Os soldados marcham
Pernas e braços sistemáticos
Os soldados marcham
Ânsia e sede de sangue
GUERRA
Os soldados recuam
Armas e espadas no chão
Os soldados recuam
Pernas e braços feridos
Os soldados recuam
Mortos.
domingo, 13 de janeiro de 2008
{a chave}
Uma chave descobri
Mas que porta vou abrir?
Tenho medo de me ferir
Com a chave que descobri
A chave é elegante
Deve abrir uma porta grande
Mesmo que para achá-la, eu ande
Será estonteante!
Procurei e não achei
Quanto tempo esperei
Para me tornar rei
Com a chave que achei?
Dizer-lhe eu não sei
Nunca me tornei rei
E a chave que achei?
Sei que esquecerei.
Mas que porta vou abrir?
Tenho medo de me ferir
Com a chave que descobri
A chave é elegante
Deve abrir uma porta grande
Mesmo que para achá-la, eu ande
Será estonteante!
Procurei e não achei
Quanto tempo esperei
Para me tornar rei
Com a chave que achei?
Dizer-lhe eu não sei
Nunca me tornei rei
E a chave que achei?
Sei que esquecerei.
sábado, 12 de janeiro de 2008
{soneto da fidelidade}
Estou com você, amo você
Sempre estarei do seu lado
Meu tesouro mais desejado
Ah! Como amo você!
A cada dia penso em você
A cada hora te quero mais e mais
Sua voz é mais bela que muitos corais
Ah! Como amo você!
Largar-te?
Jamais
Meu mundo rodaria em espirais!
Você não entende que te amo?
Que te quero bem?
Que com você, quero dizer amém?
Sempre estarei do seu lado
Meu tesouro mais desejado
Ah! Como amo você!
A cada dia penso em você
A cada hora te quero mais e mais
Sua voz é mais bela que muitos corais
Ah! Como amo você!
Largar-te?
Jamais
Meu mundo rodaria em espirais!
Você não entende que te amo?
Que te quero bem?
Que com você, quero dizer amém?
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
{somos o que somos}
Seja o que somos
É o que desejamos
Somos o que somos
Somos o que desejamos
Amamos.
Não quer ser o que somos?
Ah vai! É o que desejamos
Somos o que somos
E você vai ser o que somos
Choramos.
Você é o que somos
Mas não somos mais o que somos
Não é mais o que desejamos
Somos o que somos
Matamos.
Não queria ser como somos?
Sim, isso nós desejamos
Que vocês sejam o que somos
Pois somos o que somos
Morremos.
É o que desejamos
Somos o que somos
Somos o que desejamos
Amamos.
Não quer ser o que somos?
Ah vai! É o que desejamos
Somos o que somos
E você vai ser o que somos
Choramos.
Você é o que somos
Mas não somos mais o que somos
Não é mais o que desejamos
Somos o que somos
Matamos.
Não queria ser como somos?
Sim, isso nós desejamos
Que vocês sejam o que somos
Pois somos o que somos
Morremos.
{amanhecer}
O sol se levanta pela manhã
O calor esquenta os vales, os rios
A luz ilumina a consciência
E retira de nós, os pensamentos sombrios
Espero que se lembre de mim amanhã
E que não tarde a ver novamente os rios
Mesmo que discorde da ciência
Não quero te ver novamente sombrio.
O calor esquenta os vales, os rios
A luz ilumina a consciência
E retira de nós, os pensamentos sombrios
Espero que se lembre de mim amanhã
E que não tarde a ver novamente os rios
Mesmo que discorde da ciência
Não quero te ver novamente sombrio.
{constelação poética}
Olhe para os céus
E veja essa constelação
de palavras cadentes
que brilham na escuridão
Embarque nos sonhos meus
Sonhos de constelação
De idéias decadentes
Que vão conquistar sua razão.
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