Olho minhas mãos
E vejo a marca da idade
Ossos aparecem, a pele embranquece
Assim como meus cabelos
Que nunca mais viram a glória de antes
Minha vista, não vê o que eu via
Minhas pernas, não me levam para onde quero ir
Até mesmo meus braços não agüentam o que agüentavam
Meus lábios, secos e rachados, não conhecem o sabor
Do beijo, do amor
Nem minha pele, do ardor
Me olho no espelho e percebo
Que a cada segundo
Mais limitado me torno
Me restando apenas
Admirar o maior número de pores-do-sol
Antes que finalmente, o sol nasça
E com ele, me tornar luz.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
{começo}
O sol nascendo
A grama crescendo
O mundo girando
O antigo morrendo
O universo em sintonia
Coexistindo em harmonia
As nações acordam
As pessoas trabalham
As etnias se separam
E as informações se espalham
Deus fez da Terra sua estadia
E fez o começo de um novo dia.
A grama crescendo
O mundo girando
O antigo morrendo
O universo em sintonia
Coexistindo em harmonia
As nações acordam
As pessoas trabalham
As etnias se separam
E as informações se espalham
Deus fez da Terra sua estadia
E fez o começo de um novo dia.
{bebida}
Peço uma bebida
Pois estou com vontade
Oh! Doce sabor da mudança
Quero mudar.
Bebo gole por gole
Sinto a quentura descer
E o álcool subir
Mas quero mais.
O bar se torna um espaço vago
As pessoas, vultos
Não faço coisa com coisa
Mas não importa.
Eu só quero mais
Bebo com gosto
Até a hora que só vi o chão
E depois, mais nada.
Pois estou com vontade
Oh! Doce sabor da mudança
Quero mudar.
Bebo gole por gole
Sinto a quentura descer
E o álcool subir
Mas quero mais.
O bar se torna um espaço vago
As pessoas, vultos
Não faço coisa com coisa
Mas não importa.
Eu só quero mais
Bebo com gosto
Até a hora que só vi o chão
E depois, mais nada.
{o garçom}
- Ei! Ei! Por favor!
E o garçom vai à mesa.
- Ei! A conta!
E ele vai à outra.
- Ei! Tenho um pedido!
E ele anota o pedido.
- Ei! Isso está estragado!
E lá vai ele trocar o prato.
- Ei! Ei! Aqui por favor!
- A conta!
- Tenho um pedido!
- Ei! Ei! Aqui!
E ele sai correndo porta afora.
Enlouquecido.
No dia seguinte, uma placa na porta:
“Admite-se garçom. Tratar com a direção.”
E o garçom vai à mesa.
- Ei! A conta!
E ele vai à outra.
- Ei! Tenho um pedido!
E ele anota o pedido.
- Ei! Isso está estragado!
E lá vai ele trocar o prato.
- Ei! Ei! Aqui por favor!
- A conta!
- Tenho um pedido!
- Ei! Ei! Aqui!
E ele sai correndo porta afora.
Enlouquecido.
No dia seguinte, uma placa na porta:
“Admite-se garçom. Tratar com a direção.”
{festa}
Vejo as pessoas se divertindo
Mas não consigo me divertir
Ouço risos, sinto a alegria
Mas esta, não me contagia
Tudo passa lentamente
Assim como a música ambiente
Que entra e sai de meus ouvidos
Imperceptivelmente.
Escuto as mais variadas conversas
E desisto de participar delas
Não é papo para mim.
As crianças correm
No mais puro ato infantil
E nem a inocência delas me satisfaz
É complicado perceber
Que se está sozinho
Num mundo desconhecido
Isolado.
Mas não consigo me divertir
Ouço risos, sinto a alegria
Mas esta, não me contagia
Tudo passa lentamente
Assim como a música ambiente
Que entra e sai de meus ouvidos
Imperceptivelmente.
Escuto as mais variadas conversas
E desisto de participar delas
Não é papo para mim.
As crianças correm
No mais puro ato infantil
E nem a inocência delas me satisfaz
É complicado perceber
Que se está sozinho
Num mundo desconhecido
Isolado.
{marionetes}
Sinto fios em meus braços
Que me comandam
Ordenando-me atos terríveis
Dos quais nunca faria.
Palavras são ditas
E nada pode ir contra elas
Corrupção que espia
E mata a pouca honestidade que nos resta.
Anos e anos de trabalho
Perdidos. Entregues à mão beijada
À pessoas que fazem do poder
Seu grande reinado.
Não posso fazer nada
Contra ou não, sou apenas mais um número
De tantos outros que são apenas
Marionetes submissas.
Que me comandam
Ordenando-me atos terríveis
Dos quais nunca faria.
Palavras são ditas
E nada pode ir contra elas
Corrupção que espia
E mata a pouca honestidade que nos resta.
Anos e anos de trabalho
Perdidos. Entregues à mão beijada
À pessoas que fazem do poder
Seu grande reinado.
Não posso fazer nada
Contra ou não, sou apenas mais um número
De tantos outros que são apenas
Marionetes submissas.
{o trem}
Trilho, trilho, trilho, trilho;
Volta, trilho, esquerda, direita;
Volta, trilho, direita, esquerda;
Montanha, túnel, escuro.
E o trem vai correndo...
Mundo afora.
Volta, trilho, esquerda, direita;
Volta, trilho, direita, esquerda;
Montanha, túnel, escuro.
E o trem vai correndo...
Mundo afora.
{noite estrelada}
Numa noite estrelada, espelhada
As estrelas que brilham, originam
Um novo pensamento, um momento
De refletir, de sentir
Uma nova emoção, uma paixão
Incandescente e indecente
Que nos movimenta e argumenta
Sobre o grande amor que sinto e vivo.
Ah! Que noite estrelada...
As estrelas que brilham, originam
Um novo pensamento, um momento
De refletir, de sentir
Uma nova emoção, uma paixão
Incandescente e indecente
Que nos movimenta e argumenta
Sobre o grande amor que sinto e vivo.
Ah! Que noite estrelada...
{tempo}
1 segundo para um momento;
1 minuto para corresponder um olhar;
1 hora para se achar o amor de sua vida;
1 dia para amar o novo sentimento;
1 semana para se conhecer o desconhecido;
1 mês para se sentir o que nunca antes se sentiu;
1 ano para selar a paixão com anéis;
1 década para se viver a vida intensamente;
1 século de lembranças.
1 minuto para corresponder um olhar;
1 hora para se achar o amor de sua vida;
1 dia para amar o novo sentimento;
1 semana para se conhecer o desconhecido;
1 mês para se sentir o que nunca antes se sentiu;
1 ano para selar a paixão com anéis;
1 década para se viver a vida intensamente;
1 século de lembranças.
{desconfiança}
Sei o que se passa
Quando te vejo ao longe:
Com as mãos, você amassa
O pão dado pelo monge.
Você rejeita, desrespeita
Outros que você diz serem inferiores
E espreita
Aqueles que são superiores
Falta-lhe coragem para dizer
Aquilo que tu pensas
E ação para fazer
Aquilo que tu planejas.
Você está perdido no mundo
Sem confiança, sem ninguém
Você se dilui no mar fundo
E na escuridão também.
Quando te vejo ao longe:
Com as mãos, você amassa
O pão dado pelo monge.
Você rejeita, desrespeita
Outros que você diz serem inferiores
E espreita
Aqueles que são superiores
Falta-lhe coragem para dizer
Aquilo que tu pensas
E ação para fazer
Aquilo que tu planejas.
Você está perdido no mundo
Sem confiança, sem ninguém
Você se dilui no mar fundo
E na escuridão também.
{tempestade}
Grande tempestade se forma
Luzes rompem o céu
Trovões estremecem o chão
E nós, encolhidos,
Esperamos a tormenta passar.
Luzes rompem o céu
Trovões estremecem o chão
E nós, encolhidos,
Esperamos a tormenta passar.
{curioso}
Curioso és aquele
Que pergunta o inconveniente
Inocentemente
Como se não soubesse do que perguntou.
Curioso és aquele
Que anseia pelo conhecimento
Com o consentimento
De ser o melhor no que faz.
Não adianta esperar
As coisas não se fazem sozinhas
Você terá que correr atrás
Batalhar pelo que preza
Pelo que sonha.
Que pergunta o inconveniente
Inocentemente
Como se não soubesse do que perguntou.
Curioso és aquele
Que anseia pelo conhecimento
Com o consentimento
De ser o melhor no que faz.
Não adianta esperar
As coisas não se fazem sozinhas
Você terá que correr atrás
Batalhar pelo que preza
Pelo que sonha.
{mar de sensações}
Ao sentir, ouvir um doce verso
Vindo dos lábios teus
Me maravilho incansavelmente
Eternamente, em grande murmúrios,
Sussurros de uma de uma paixão promissora
Que se adianta lentamente
Assim como o luar numa fria noite.
Ao olhar, pensar num gesto teu
Pacificamente me contenho
Guardando este momento ao relento
Para que junto ao vento
Ele se torne efêmero, num eterno vai e vem.
Ao imaginar, deduzir os pensamentos teus
Crio a esperança de que eu seja alvo
De tua mente, de teu olhar
Me tornando descrente ao habitual prezado
Por pessoas que idolatram a mesmice.
Meu mundo se torna cinza
Sendo você minha única parcela de cor
Em meu coração quero te ter
E, com isso, o poder de navegar pelo mar
De sensações que é o amar.
Meu amor por você só tende a crescer
E do mundo, da solidão, quero esquecer.
Vindo dos lábios teus
Me maravilho incansavelmente
Eternamente, em grande murmúrios,
Sussurros de uma de uma paixão promissora
Que se adianta lentamente
Assim como o luar numa fria noite.
Ao olhar, pensar num gesto teu
Pacificamente me contenho
Guardando este momento ao relento
Para que junto ao vento
Ele se torne efêmero, num eterno vai e vem.
Ao imaginar, deduzir os pensamentos teus
Crio a esperança de que eu seja alvo
De tua mente, de teu olhar
Me tornando descrente ao habitual prezado
Por pessoas que idolatram a mesmice.
Meu mundo se torna cinza
Sendo você minha única parcela de cor
Em meu coração quero te ter
E, com isso, o poder de navegar pelo mar
De sensações que é o amar.
Meu amor por você só tende a crescer
E do mundo, da solidão, quero esquecer.
{imudável}
Entrei pela porta pela qual sai
Vivi algo que já vivi
Contornei o grande círculo
Que resume minha rotina
A grande mudança
É que comecei tudo de novo.
Mesmice.
Vivi algo que já vivi
Contornei o grande círculo
Que resume minha rotina
A grande mudança
É que comecei tudo de novo.
Mesmice.
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